*Editorial: Vozes que não se calam*
No Brasil, a *faixa etária com maior índice de analfabetismo é a de pessoas com 60 anos ou mais*, segundo levantamentos recentes do IBGE. Esse grupo enfrenta obstáculos profundos para se posicionar na sociedade atual, marcada por transformações tecnológicas aceleradas e por um ambiente social que exige leitura, escrita e domínio digital para acessar serviços, reivindicar melhorias e exigir direitos básicos.
A dificuldade não é apenas prática — como usar aplicativos bancários, marcar consultas online ou compreender documentos oficiais — mas também simbólica.
O analfabetismo limita a autonomia, reduz a participação cidadã e fragiliza a capacidade de defesa diante de abusos. Em um mundo cada vez mais digitalizado, muitos idosos se veem excluídos de processos essenciais, desde políticas públicas até oportunidades de convivência social.
A Turma +D60, consciente dessa realidade, reconhece a urgência de políticas públicas inclusivas que ampliem o acesso dos idosos à educação continuada, à tecnologia e a programas de alfabetização tardia. Ao mesmo tempo, entende que é indispensável investir em melhor escolaridade infantil — afinal, as crianças de hoje serão os idosos de amanhã.
Manter os jovens na escola, com ensino de qualidade, é a forma mais eficaz de quebrar o ciclo histórico do analfabetismo.
Alguns exemplos concretos que podem mitigar o problema incluem: *Centros de alfabetização intergeracional* — espaços onde idosos e jovens aprendem juntos, fortalecendo vínculos e reduzindo desigualdades. *Programas de inclusão digital* — cursos gratuitos de uso de celular, internet e serviços públicos digitais. *Incentivos à permanência escolar* — bolsas, alimentação adequada, transporte e atividades culturais que mantenham crianças e adolescentes na escola.Infelizmente, a solução ainda parece distante. Muitos *interesses políticos* — frequentemente guiados por lobbies que ignoram idosos e crianças — dificultam avanços estruturais.
Em época de eleição, a Turma +D60 declara que estará atenta aos discursos, propostas e promessas, recusando-se a ser enganada por narrativas vazias ou mentiras repetidas.A vigilância cidadã é uma forma de resistência. *A Turma +D60 seguirá firme, cobrando respeito, inclusão e dignidade para todas as gerações*.
Carlos Santarem
*Conheça o livro* _Apesar da sua idade_ *e faça uma leitura de degustação*;
*** *** ***
*O tema é do seu interesse? Gostou da matéria? Deixe sua curtida e compartilhe!*
***. ***. ***
Entre para o nosso *Grupo +D60* no WhatsApp, a nossa mídia de informação
***. ***. ***
Navegue pelo site e veja mais sobre o tema.
Nenhum comentário:
Postar um comentário