*Maquiavel e o Idadismo Contemporâneo* Nicolau Maquiavel, pensador político do Renascimento, ficou conhecido por sua análise crua e realista do poder. Longe de ser apenas o autor de O Príncipe, ele foi diplomata, observador atento da natureza humana e alguém profundamente interessado em como indivíduos e instituições se mantêm fortes em tempos de instabilidade.
Se estivesse vivo hoje, como ele enfrentaria o idadismo — o preconceito baseado na idade? Podemos especular?
Talvez com a mesma combinação de inteligência estratégica, coragem calculada e capacidade de adaptação que marcou sua obra.
*Na vida pessoal*, Maquiavel não permitiria que rótulos etários definissem seu valor. Ele compreenderia que a percepção social é um campo de disputa e, portanto, ajustaria sua comunicação conforme o público. Diante de acusações de ser “velho demais”, destacaria sua experiência como fonte de estabilidade e visão histórica. Caso fosse visto como “jovem demais”, enfatizaria ousadia, energia e disposição para inovar. Sua força estaria na habilidade de ler o contexto, antecipar reações e agir com firmeza quando necessário — sempre moldando a narrativa a seu favor.
*No mundo profissional*, Maquiavel enxergaria o idadismo como um fenômeno político, não apenas social. Ele saberia que o poder contemporâneo é distribuído e que ninguém avança sozinho. Por isso, construiria alianças intergeracionais, unindo a criatividade dos mais jovens à experiência dos mais velhos. Essa rede serviria tanto para neutralizar ataques quanto para ampliar sua influência dentro das organizações.
Além disso, defenderia estruturas institucionais capazes de reduzir vieses. Processos transparentes de promoção, avaliações baseadas em resultados e políticas de inclusão etária seriam, para ele, mecanismos essenciais para limitar a arbitrariedade das circunstâncias e equilibrar o jogo. Maquiavel sempre valorizou a capacidade de moldar o próprio destino, e veria essas medidas como ferramentas para diminuir o impacto dos fatores imprevisíveis que favorecem uns e prejudicam outros.
Se enfrentasse o idadismo hoje, Maquiavel não se colocaria como vítima. Ele transformaria o preconceito em oportunidade para demonstrar inteligência, coragem e flexibilidade. Sua resposta seria pragmática: compreender o cenário, antecipar movimentos e agir de forma estratégica para consolidar sua posição e abrir novos caminhos.
Carlos Santarem
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