Filhos da Terra, Vozes do Silêncio
Há um cansaço que se instala na alma quando o mundo parece
ter perdido o rumo. Guerras se multiplicam como se fossem rotina, e crimes de
guerra se tornaram manchetes diárias — frias, repetidas, quase banais. Crianças
morrem às centenas, sem dó nem piedade, como se a inocência tivesse deixado de
ser um valor universal. Neste mês (abril/2026) uma criança brasileira e sua mãe
foram mortas em um bombardeio no Líbano. O horror atravessou fronteiras e
chegou até nós, lembrando que nenhuma distância é suficiente para proteger o
coração humano da dor.
A Turma +D60, que já viu o mundo mudar tantas vezes, não
pode se calar agora. Vocês, que aprenderam a usar suas redes para compartilhar
memórias e afetos, podem também usá-las para gritar contra a barbárie. Que cada
postagem seja um ato de resistência, um lembrete de que a vida — toda vida —
importa.
Os governantes e seus filhos de sangue estão protegidos,
escondidos atrás de muros e discursos. Mas os filhos da terra, os que nascem do
chão comum da humanidade, estão sucumbindo aos interesses de poder e ambição.
É hora de falar. De transformar a dor em voz. De lembrar ao
mundo que o silêncio também mata.
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