*Resistência madura à modernidade líquida*
O sociólogo Zygmunt Bauman cunhou o conceito de modernidade líquida para descrever uma sociedade marcada pela fluidez, instabilidade e descartabilidade. Nesse cenário, o envelhecimento é visto como perda de valor, reforçando o idadismo, preconceito contra pessoas mais velhas. *A obsessão por juventude, velocidade e inovação marginaliza quem representa estabilidade e sabedoria.*
Como contraponto, filósofos contemporâneos como Byung-Chul Han e Martha Nussbaum oferecem caminhos de resistência. Han propõe o resgate da contemplação e da escuta como antídotos à cultura do desempenho. Nussbaum defende a dignidade em todas as fases da vida, destacando empatia e justiça como pilares éticos.
A Turma +D60 pode mitigar os impactos da modernidade líquida ao *promover ações que valorizem a experiência*: rodas de conversa intergeracionais, oficinas de saberes tradicionais, participação ativa em espaços digitais e comunitários. Ao se posicionar como fonte de conhecimento e afeto, o grupo transforma o preconceito em potência. Envelhecer, nesse contexto, é resistir à liquidez e reafirmar o valor da permanência, da memória e da profundidade.
Carlos Santarem
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