*Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman - Sexta em Resenha*
O Idadismo na Fluidez da Modernidade Líquida.
Em Modernidade Líquida (2000), Zygmunt Bauman descreve como a sociedade contemporânea deixou de ser “sólida” — marcada por estabilidade e previsibilidade — para se tornar “líquida”, caracterizada pela fluidez, incerteza e constante mudança.
Para a Turma +D60, o livro é uma lente poderosa para compreender o idadismo: preconceito contra pessoas mais velhas, que afeta tanto a vida pessoal quanto a profissional.
Bauman explica que instituições antes duradouras, como carreiras e vínculos sociais, tornaram-se frágeis. Ele afirma: “Na modernidade líquida, já não é mais possível trabalhar toda a vida na mesma empresa”. Para os idosos, isso significa a perda da segurança que antes garantia estabilidade profissional e aposentadoria. A Turma +D60 percebe aqui como o idadismo se intensifica quando a experiência acumulada é vista como obsoleta.
O autor mostra que a identidade se tornou instável, exigindo reinvenção contínua. “O indivíduo é agora um empreendedor de si mesmo”. Para os mais velhos, essa lógica é desafiadora: precisam se reinventar em um ambiente que privilegia juventude, inovação e domínio tecnológico. A Turma +D60 identifica como o idadismo se manifesta na exigência de “ser jovem” para ser aceito, tanto no trabalho quanto nas relações sociais.
Bauman descreve o surgimento do trabalhador precário, sem garantias e sempre em risco de substituição. “A segurança do emprego foi substituída pela insegurança permanente”. Idosos sofrem duplamente: enfrentam preconceito etário e menor valorização da experiência. Para a Turma +D60, esse capítulo evidencia como o idadismo no mercado de trabalho cria barreiras à reinserção e reforça a exclusão.
As relações humanas também se tornaram frágeis, mediadas pelo consumo e pela tecnologia. Para os idosos, isso significa isolamento social e menor valorização de vínculos duradouros. O mercado cria nichos específicos — produtos anti-idade, cursos de atualização — mas reforça estigmas em vez de inclusão. A Turma +D60 observa como o idadismo se infiltra na cultura consumista, transformando a velhice em “mercado de nicho” e não em fase de valorização.
Modernidade Líquida é um alerta sobre como a fluidez contemporânea redefine o valor humano. Para a Turma +D60, a obra evidencia que o idadismo não é apenas preconceito social, mas consequência estrutural de uma modernidade que celebra o novo e descarta o velho. Bauman nos lembra que, sem políticas inclusivas e valorização da experiência, os mais velhos correm o risco de serem tratados como “resíduos humanos” em uma sociedade que só celebra a juventude.
Fontes de consulta
- Toda Matéria – Modernidade Líquida resumo: https://www.todamateria.com.br/modernidade-liquida/
- Mundo Educação – Modernidade Líquida: https://mundoeducacao.uol.com.br/sociologia/modernidade-liquida.htm
- Resumo do Livro – Modernidade Líquida: https://resumodolivro.com/blog/resumo-do-livro-modernidade-liquida
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Carlos Santarem
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