*É muita lama para pouco chiqueiro!*
A Turma +D60 não se assusta com mais nada...
No terreiro escondido entre o mato rasteiro, vivia um chiqueiro danado, famoso no mundo inteiro. Era lama que não acabava, crescendo dia após dia, fazendo a alegria dos porcos que ali viviam.
No começo era só um barro,
um chão úmido, costumeiro,
mas a chuva foi aumentando
e virou lama o terreiro.
Os porcos pulavam felizes,
gritando o tempo inteiro.
A cada manhã que nascia,
vinha mais lama chegando.
Os porcos rolavam rindo,
se sujando e se esbarrando.
Era festa sem fim,
todo mundo celebrando.
Mas a lama crescia tanto
que já cobria o joelho.
Os porcos, meio assustados,
levantavam o focinho vermelho.
Foi quando um deles gritou:
*“É muita lama pra pouco chiqueiro!”*
Mesmo assim continuaram,
pois o costume era forte.
Brincavam, rolavam, cantavam,
sem pensar no próprio porte.
Mas a lama subia rápido,
como quem desafia a sorte.
Um dia o barro virou mar,
um mar grosso e traiçoeiro.
Os porcos tentaram correr,
mas o passo era derradeiro.
A lama puxava seus corpos,
como um abraço derradeiro.
E assim o chiqueiro afundou
num silêncio verdadeiro.
A festa virou tragédia,
sem canto, sem companheiro.
A lama que antes era riso
virou destino derradeiro.
Fica a lição dessa história,
que ecoa no mundo inteiro:
o excesso que hoje diverte
pode virar desespero.
E ainda se ouve ao longe o grito:
*“É muita lama pra pouco chiqueiro!”*
Carlos Santarem
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