*O Síndico e Sua Queda*
O salão virou caos colorido,tinta berrando pelas paredes,obra dos netos animados,mestres do estrago precoce.
A academia sofreu calada,pesos tortos, vidros trincados,máquinas pedindo aposentadoria,após a visita desastrada.
O porteiro viu tudo atento,câmeras firmes, provas claras,mas moedas surgiram rápidas,tentando comprar seu silêncio.
O síndico perdeu a compostura,defendeu seus netos com fervor cego,jurou que nada acontecera,culpou sombras e fantasmas.
A Turma +D60 se irritou,viu o teatro sem paciência,temeu o exemplo vergonhoso,que molda futuros tortos.
Os netos riam sem culpa,achando normal quebrar regras,aprendendo truques perigosos,com o avô sempre cúmplice.
O velho síndico, tão sério,virou piada nos corredores,modelo triste de liderança,que se dobra ao próprio sangue.
Os meninos crescem soltos,achando ética coisa frágil,sonhando ser médicos famosos,com atalhos sempre à mão.
Ou farmacêuticos espertos,vendendo favores discretos,ou advogados maleáveis,que moldam verdades úteis.
Quem sabe juízes distantes,com martelos sem consciência,aprendendo cedo que justiça pode ser torcida com charme.
A Turma +D60 comenta firme,teme o futuro desses jovens,que seguem passos tortuosos,de quem deveria ensinar limites.
O condomínio tenta seguir,paredes limpas, câmeras firmes,mas a memória do escândaloainda ri pelas escadas.
E o síndico, cansado e tenso,finge que tudo está certo,mas sua compostura perdida vira lenda nos elevadores.
Carlos Santarem
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